As cooperativas e associações da agricultura familiar do Espírito Santo têm até a próxima quarta-feira, dia 10 de junho, para participar da Chamada Pública nº 001/2026, promovida pelo Governo do Estado por meio das Secretarias da Educação (Sedu) e da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). A iniciativa visa selecionar fornecedores de alimentos destinados à alimentação escolar da Rede Estadual de Ensino.
Com investimento recorde de R$ 62 milhões, o edital prevê a compra de produtos hortifrutigranjeiros, alimentos estocáveis e congelados para abastecer as escolas estaduais dos 78 municípios capixabas pelos próximos 18 meses. A ação integra as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e busca fortalecer a produção agrícola familiar no Estado.
Segundo a secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo, a medida contribui tanto para a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes quanto para o fortalecimento da economia rural. Ela destacou que a iniciativa amplia as oportunidades de comercialização para os agricultores familiares e impulsiona o desenvolvimento regional.
O edital também estabelece critérios de prioridade para grupos formados por mulheres agricultoras, jovens rurais, assentamentos da reforma agrária e produtores de alimentos orgânicos ou agroecológicos, incentivando a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a chamada pública representa uma importante oportunidade para ampliar o acesso dos produtores aos mercados institucionais. Segundo ele, a medida fortalece o cooperativismo, gera renda para as famílias do campo e promove o desenvolvimento econômico e social em todas as regiões capixabas.
Podem participar da seleção cooperativas e associações que possuam o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF Jurídica). A documentação necessária e os projetos de venda devem ser enviados por meio do sistema E-Docs até o dia 10 de junho, conforme as regras estabelecidas no edital.
Os contratos terão duração de 18 meses, garantindo maior previsibilidade para o planejamento da produção agrícola e regularidade no fornecimento dos alimentos às escolas estaduais.